
Era uma manhã atípica aquela. Sábado ensolarado. Todo mundo sabe que sábado não combina com sol. 7:20 da manhã. Todo mundo sabe q sábado não combina com acordar cedo. Mas um motivo nobre a levava acordar tal hora. Ela se senta na cama, os olhos custam a abrir, uma leve dor de cabeça e uma sutil cólica menstrual surgem. Instantaneamente o pensamento vem: ‘tem certeza?’ e a resposta é instantânea: ‘claro’! Ela prepara o café da manhã, come lentamente e logo após acabar se dirige ao banheiro. Toma um banho, se veste, espalha o protetor solar 50 pelos braços, rosto e pernas. O telefone toca, a voz do outro lado da linha pergunta: ‘vamos?’ e sem pensar duas vezes responde: ‘claro!’. Põe as coisas na mala, dá tchau e anda até o ponto de ônibus. O relógio marca 8:48. O sol está quente e o ônibus logo chega. O lugar de destino é o canal 1, em frente ao antigo Pink Panther. O mar está meia boca e ela pensa: ‘ótimo!’. Deixa a mala no banco da praia, tira a blusa, veste a lycra, pega a prancha e se dirige ao mar. O peso do longboard não a incomoda; a cólica menstrual não a incomoda; a dor de cabeça não a incomoda; as folhas, algas, sacos plásticos, sujeiras de ‘todos’ os tipos não a incomodam. A temperatura da água está agradável, coloca a prancha na água e caminha até o fundo. Quando a água está no meio do peito é a hora de posicionar a prancha na água, posicionar o corpo na prancha e remar, remar, remar e remar. E lá vem ela, a esperada onda. Como num passe de mágica a prancha é sugada pela onda. É hora de levantar. ‘Pé esquerdo na frente, pé esquerdo na frente’, ela pensa sem parar. E o pé direito vai a frente e o fundo do mar se aproxima. Ela se levanta e pensa: ‘pé ESQUERDO na frente’. O ritual continua. Ela caminha até o fundo do mar, a água chega ao meio do peito, posiciona a prancha na água, posiciona o corpo na prancha e rema, rema e rema. A onda suga e é hora de por o pé esquerdo na frente e levantar. Força nos braços, o joelho desliza na superfície da prancha e força! O corpo se posiciona em pé, os joelhos permanecem fletidos, os braços se abrem, a prancha desliza, o chiado da espuma invadem seus ouvidos e o ‘uhuuuuu’ ecoa na boca. E esses são os 15 ou 20 segundos mais prazeroso da semana. A onda acaba e a vontade de sentir tamanha sensação de domínio e conquista fazem com ela caminhe novamente até o fundo do mar, posicione a prancha, posicione o corpo e reme, reme, reme...
5 comentários:
Olha tô orgulhosa de vc, não são todas as pessoas que tem o dom de acordar 7:20 da manhã em pleno sábado, PARABÉNS! Vou pensar na nobre causa e tentar fazer como vc, acordar cedo! Beijos.
Pq pé esquerdo na frente? E quem é canhoto faz como? Whatever.....Eu não vou aprender a surfar mesmo...Só de Body Board, mas mesmo assim tá difícil criar coragem, quando eu for eu te conto! Bjão e parabéns pelo empenho!
Meus parabéns !!! Muito original o seu relato...parece até coluna de escritora !!! Podia até publicar no "AT Revista"... Não coloque o pé esquerdo tão na frente...primeiro deslise o pé direito na posição correta (sobre a rabeta), com os dois braços (paralelos) arremesse o corpo para cima e coloque o pé esquerdo na frente, pronto, agora é só gritar uhuhuhuhu e curtir o passeio...com certeza não tem sensação melhor !!! Bjos e boas vibrações !!!
Olha to orgulhosa, pq apesar da idade ainda consegue surfar!! ahaha brincadeira.. bjus
Que menina doida.... Ah! puta trampo esse lance de surfar.... ta loko.... eu prefiro surfar com meu travesseiro na minha cama.... tbém.... isso é pensamento de quem não vive em praia... sedentarismo total e muuito sono. Mas, que a arte de surfar deve ser difícil isso é nítido... quem sabe um dia eu aprenda, pelo menos a nadar....ihihih.... Legal a foto thá e continue surfando... dizem que faz bem a alma. Bjinhs
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